Garotinho deve ficar em prisão domiciliar

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho foi transferido na madrugada desse sábado (19) para o hospital da rede particular Quinta D’or, na zona norte da capital fluminense. Ele saiu do Hospital Penitenciário do Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste da cidade.
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luciana Lóssio determinou que ele fosse levado para o hospital particular. A ministra decidiu ainda que, depois dos exames de coração, o ex-governador deve ficar em prisão domiciliar até que seja votado em plenário seu pedido de liberdade.

Garotinho foi preso na quarta-feira (16) pela Polícia Federal (PF) sob a acusação de compra de votos em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense.

Após a chegada dos agentes, o ex-governador passou mal e foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar.
Alegando que Garotinho estaria recebendo privilégios, o juiz eleitoral Glaucenir Silva de Oliveira mandou que ele fosse levado para o complexo penitenciário de Bangu.
A transferência, na noite de quinta-feira (17), foi tumultuada e o ex-governador resistiu a ir para o hospital penitenciário e foi levado à força. Um dia depois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu a prisão domiciliar e autorizou que o tratamento seja feito na rede particular.
De acordo com a Polícia Federal, a prisão de Garotinho faz parte de investigações relativas ao uso do programa Cheque Cidadão, benefício de R$ 100 concedido pela prefeitura de Campos dos Goytacazes para compra de produtos alimentícios pela população.
Garotinho é secretário de Governo da cidade. A mulher dele, Rosinha Garotinho, é prefeita de Campos.
Os advogados de defesa de Garotinho sustentam que a “prisão é arbitrária, ilegal e baseada em fatos que não ocorreram”.

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